segunda-feira, 24 de abril de 2017

MEU TORRÃO

O som da noite que acalanta
Sobram pios de corujas e bacuraus
No seio da escuridão que se agiganta
Na noite fria em que canta o urutau.

A lua cheia que no céu desponta
Trazendo a luz tênue sobre a escuridão da noite
Rasgando o véu da escuridão sem conta
Acalmando o vento que me bate em açoite.

Mas com o quebrar da barra
A manhã se levanta e vai
O vale se enche de farra
No canto alegre que da mata sai.

Essa mata verde pelo inverno
Amarronzada e triste pelo verão
Mas não há no mundo nada mais terno

Que as belas plagas do meu torrão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário