I
Minha
senhora peço licença,
Licença
peço meu senhor
Para lhe
contar com ardor
E sem
precisar de andor
Nesta terra
dos carnaubais
Que amo com
profundo fervor
II
Tenho visto
nesta vida
Muita gente
a reclamar
Dizendo que
não sabe mais
Como a lida
tocar, Eu lhes digo porém
Caminho
outro não há
Que não
seja o de estudar
III
Tenho visto
muito marmanjo
Passando tempo a dormitar
Fazendo as vez
de anjo
Sem pensar
em se qualificar
Então lhe
digo menino
Vá embora
estudar.
IV
Me lembro
quando criança
Pretinho
que nem tição
Morando na
rua do córrego
Que tive
minha primeira lição
Com Dona
Noêmia Navarro
A quem
guardo no coração
V
No alpendre
da velha casa
Aprendi a
ler e escrever
Em volta da
velha mesa
Meninos
sentados a ler
Descobrindo
cada letra
Como elas
se juntavam a fazer o meu dever
VI
Filho
primeiro da prole
E por
adoção tomado
Recebi como
presente
Meu
primeiro caderno encapado
Prá nele
escrever minha história
E um dia
ser um doutor formado
VII
Estudei lá
no IPI
Uma escola
regular
Muitas
emoções senti
Dá gosto de
relembrar
De Dona
Zefinha lembro
O primeiro
bê a bá
VIII
Foram oito
anos a fio
Estudando
sem ter dó
Construindo
da minha vida o rio
Que me elevaria
ao sol
Aos professores
agradeço
Da minha
vida o farol
IX
Tive
maravilhosos mestres
Que com
zelo e dedicação
Me
mostraram sem muitos pudores
Que através
da educação
Eu teria,
da vida, os sabores
Que guardo
no coração
X
Sempre
gostei de inglês
Por isso
comecei a estudar
De Dona
Dulce Macêdo
Quero agora
relembrar
Que me
ensinou nessa língua
Os
primeiros passos a dar
XI
Conclui o
fundamental
Me mudando
pro JK
Alí
encontrei mestres serenos
Os melhores
do lugar
Relembro Antônio
Justo
E o verbo
To Be a soar
XII
A vida tem
certas coisas
Que é
difícil de explicar
Da escola
me ausentei
Para poder
trabalhar
No rádio
fiz profissão
Andando de
lugar em lugar
XIII
Mas, eis
que um certo dia
Atendendo
uma necessidade
Fui
substituir um amigo
Queimados
era a cidade
Lecionando a Língua Inglesa
Sem ter dó
nem piedade
XIV
Descobri
naquele instante
O que me
fazia feliz
Queria era
ser professor
E ter no
ensino raiz
Da sala de
aula um defensor
Do saber
uma matriz
XV
Na UERN eu
adentrei
No ano de
2005
Cursando
Letras/Inglês
E estudando
com afinco
Relembro o
Doutor Júlio César
Que da
linguística abriu o trinco.
XVI
Concluída a
graduação
desejei ir
mais além
E na UFRN
ser mestre
foi minha ação
Nunca teve
um porém
Que me
afastasse da educação
XVII
Hoje sou
professor
Que busco
aprender a lição
Não me vejo
fazendo outra coisa
Que não
seja educação
Aos meus
colegas eu peço
Abracem
esta causa com paixão
XVIII
Aos mestres
aqui presentes
Sou cheio
de gratidão
Por
acreditarem sempre
Nessa tal
educação
Invocando a
Jesus Cristo
O grande
Mestre deste mundão.